Com a promessa de ser o melhor título da série, Assassin’s Creed 3 é a continuação direta da história principal e tem lançamento previsto para outubro de 2012. O game continua a saga do grupo de assassinos do século XXI enquanto revivem as memórias dos antepassados de Desmond, que agora leva os jogadores até os Estados Unidos durante o período de sua independência.
O game deverá trazer mudanças radicais em sua atmosfera geral, além de contar com uma engine renovada e possibilidades inéditas. Sai a classe das famílias tradicionais da Itália renascentista e entram os camponeses simples sobrevivendo em cabanas no novo mundo. O próprio antepassado de Desmond, Connor Ratohnhaké:ton, tem suas origens nos indígenas.
A ambientação geral do novo capítulo também deve contar com melhorias. Será possível vivenciar e até participar de batalhas grandiosas travadas entre os revolucionários americanos e ingleses. Segundo a Ubisoft, a nova engine vai permitir que centenas de soldados apareçam animados na tela ao mesmo tempo, além de incluir mudanças nas estações do ano que alteram a mecânica geral do jogo.
A série “Ninja Gaiden” existe desde o fim dos anos 1980, e sempre foi conhecida por sua altíssima dificuldade. Porém, com a saída de Tomonobu Itagaki, que dirigiu os jogos em 3D da franquia, o Team Ninja perdeu o rumo. O resultado é “Ninja Gaiden 3”, um game descaracterizado e sem apego ao que foi construído ao longo dos anos.
Com história fraca, desafio algum e sem variação, este terceiro jogo não vai agradar os fãs da franquia, mas pode agradar por algumas horas quem quer apenas um jogo de ação simples e descompromissado. Mesmo assim, é importante ter em mente que “Ninja Gaiden 3” tem uma história fraca e desestimulante.
HISTÓRIA:
Ryu Hayabusa, o herói de “Ninja Gainden” retorna para salvar o mundo de um louco terrorista que tem poderes sombrios. O herói vai utilizar suas habilidades ninja para fatiar seus inimigos e todos que estiverem pela frente enquanto lida com o terrorista e tenta se livrar de uma maldição mortal.
“Ninja Gaiden 3” é o primeiro jogo da série em 3D sem a supervisão do diretor Tomonobu Itagaki e tem a proposta de ser um jogo mais acessível para novos jogadores. Exatamente por causa disso o jogo perdeu sua principal característica que era o desafio acima do normal e menos voltado à ação cinematográfica. Todas essas características ficaram de lado e de tão fácil, ficou desestimulante e previsível.
Esta é uma nova era para a franquia "Ninja Gaiden" e isso é algo que os fãs realmente não vão gostar.
Pontos Positivos
Brutal
“Ninja Gaiden 3” é um game muito, mas muito brutal e sanguinolento. Grande parte disse se deve aos inúmeros Quick Time Events (QTE) que surgem a todo instante no game. Dependendo do tipo de ataque (forte, fraco ou combo aéreo) surge um botão que deve ser acionado para dar o golpe final no inimigo e uma curta cena mostra a execução do inimigo.
Independente da forma que o infeliz morra, sempre vai existir muitos litros de sangue esguichando pelos cortes de espada de Ryu Hayabusa. A brutalidade, no entanto, pega leve e agora não existem mais membros sendo decepados do corpo dos inimigos, como acontecia em “Ninja Gaiden II”.
No final de cada estágio, Ryu e sua espada estão cobertos com sangue dos adversários – por isso é bom deixar este jogo longe de pessoas que se impressionam fácil com violência, como seus pais e avós.
Cooperativo gratificante
O modo cooperativo online é muito divertido - na verdade, é muito mais gratificante do que o modo solo. Tudo o que foi extirpado da campanha está presente aqui, como a evolução das técnicas de combate.
Ficaram de fora os QTEs e o foco está direcionado apenas para o que importa: golpes certeiros e muitos ninjas para serem mortos. A impressão é que foi outra equipe, a mais próxima a Itagaki, que cuidou dessa parte de “Ninja Gaiden 3” – mas ainda com muita misericórdia dos jogadores. No final de cada partida você e seu amigo estarão satisfeitos com a brincadeira e empolgados para uma segunda ou terceira rodada.
Pontos Negativos
Fácil demais
Sabe aquela história que dizia que “Ninja Gaiden 3” não seria um jogo fácil? Pura balela. Este é sim o game mais fácil da franquia. Quem terminou os outros games da série vai sentir que, mesmo na dificuldade mais elevada, é brincadeira de criança e o modo normal nem ao menos se esforça para ameaçar o jogador.
Você pode ir do início ao fim do game apenas apertando o botão de golpe fraco e o de pulo. Tudo bem pensar em atrair novos usuários para a franquia, mas até mesmo quem nunca chegou perto de um jogo de ação vai sentir que este é muito fácil.
As batalhas com chefes não são difíceis, mas enigmáticas. Basta descobrir o que fazer para concluir o combate com uma mão nas costas. O pior é que depois de algum tempo você verá os mesmos chefes em pontos mais avançados do jogo e sem mudar nada na forma de derrotá-los – é tudo reciclado mesmo.
Falta de variedade
Em “Ninja Gaiden 3” você só tem uma arma, a espada, e um Ninpo (magia). Ou seja, nada daquele monte de armas que apareceram em “NGII”. Você vai pegar sua espada e dar os mesmos combos do início ao fim do game, sem nem mesmo a oportunidade de evoluir equipamentos ou aprender novos golpes.
História intrusiva na ação e sem inspiração
Depois de se acostumar com a falta de variedade de armas no jogo, logo você sentirá que a história do jogo é muito intrusiva e atrapalha a ação. Basta passar por uma área para assistir a uma cena. Os QTEs, que mostram os golpes mais violentos do jogo, logo se tornam chatos e repetitivos - e depois até irritantes.
A ideia do Team Ninja era transformar “Ninja Gaiden 3” em um filme de ação interativo, só que o tiro saiu pela culatra e a todo instante aparecem cenas que tiram o controle das mãos do jogador e quebram o ritmo.
Até mesmo durante os estágios Ryu para de andar como um ninja assassino e passeia calmamente pelo cenário com uma mão no ouvido e conversando com comandantes japoneses para saber qual é o próximo passo a ser dado – algo que Hayabusa nunca faria em sã consciência.
O pior de tudo é o enredo que não tem nada, mas nada mesmo, de interessante. Além de ter que lidar com um louco terrorista que amaldiçoou Hayabusa, o jogador terá que fingir que se importa com uma pequena garota que está em uma base militar. Essa garotinha não fala uma palavra sequer para fazer com que você se apegue a ela, tampouco a mãe dela ou de qualquer outro personagem que você encontre.
O verdadeiro deus da guerra busca sua vingança com a execução de Zeus enquanto continua sua escalada rumo ao Monte Olimpo. É curioso constatar que Kratos busca nada menos que o assassinato de figuras "imortais" dentro da mitologia grega.
Violência? Kratos, neste game, é muito mais que violência. Banhos de sangue são abundantes neste jogo, ainda mais quando a energia do protagonista está baixa. Nessa hora, o jogador pode executar um espetacular (mas nojento) movimento de finalização. Por mais que a inteligência artificial seja extremamente desafiadora, nada vai deter o personagem.
Com o elevado poder de processamento do PlayStation 3, os desenvolvedores podem aplicar uma série de pequenos detalhes bastante atraentes. Por exemplo: após combates realmente sangrentos, Kratos fica vermelho devido às manchas do fluido e é capaz até de deixar pegadas de sangue no caminho. É claro que o efeito não é tão realista, pois, se fosse assim, Kratos iria ficar totalmente coberto de sangue a todo o momento.
Dentre as novas habilidades, consta Eyes of a God, um poder que leva Kratos a enxergar caminhos que mortais comuns não conseguem ver. Além disso, o protagonista terá a chance de utilizar as asas de Ícaro para voar em um determinado trecho do game, o que lembra muito a parte de God of War 2 na qual há a interação com Pégaso.
Call of Duty: Modern Warfare 3 é um dos jogos mais bem sucedidos de todos os tempos e bateu recordes com incríveis 6,5 milhões de unidades vendidas apenas no primeiro dia. O lançamento no Brasil contou com enormes filas e presença de produtores. Esse é um dos jogos que melhor representa a atual geração, repleta de shooters e polêmicas.
Modern Warfare nasceu na quarta edição de Call of Duty, em 2007, e marcou por ser extremamente cinematográfico com o jogando rolando. Nada de cutscenes para contar história; com um rifle na mão, você mesmo faz isso.
Mas foi o fator multijogador que transformou Modern Warfare em um monstro insuperável. A fórmula simples e muito bem executada pela Infinity Ward recompensava os jogadores a cada progresso com armas, opções de customização e acesso a novos modos de jogo. O modelo deu tão certo que virou padrão nos jogos de tiro nos anos seguintes – e é até hoje.
Após quatro edições, o que Modern Warfare 3 poderia fazer para ser relevante? Momentos marcantes, como a explosão nuclear do primeiro episódio? Quem sabe uma polêmica das grandes como a cena do aeroporto de Modern Warfare 2? Modalidades mais arcades como o viciante modo zombies de Black Ops?
O novo Call of Duty tem tudo isso da forma como você esperava que acontecesse. O modo campanha é de tirar o fôlego, existem momentos que vão ficar por um bom tempo na sua cabeça e as demais modalidades receberam ótimas atualizações. Dizer que Modern Warfare é “apenas” mais do mesmo é dizer que respirar é desnecessário porque se repete. Que bom que Modern Warfare 3 é parecido com os demais; significa que ele continua sendo um dos jogos de tiro mais impressionantes de todos os tempos.
A história continua exatamente de onde Modern Warfare 2 parou, em 2009. Os ultranacionalistas russos estão em guerra com os Estados Unidos e o conflito ganha proporções globais. No meio disso, o capitão Price é um dos únicos soldados a saber da traição de um dos homens do exército americano. Junto com John “Soap” MacTavish, Price tenta capturar e eliminar Vladimir Makarov, principal antagonista dessa versão.
Em boa parte do jogo você vai controlar Yuri, ex-soldado Russo que tem fortes motivos para odiar Makarov tanto quanto Price. Ele é o protagonista dos grandes momentos de Modern Warfare 3. Para não dar spoilers, é melhor parar por aqui.
A campanha está intensa. Do começo ao fim você sente a tensão no ar, mesmo em missões mais “tranquilas”. A sensação que o jogo acaba rápido demais se deve a dois fatos: o jogo realmente não ser muito longo e por ser bom demais.
Modern Warfare 3 é um dos poucos jogos conseguem segurar o clímax durante tanto tempo. A terceira Guerra Mundial é um cenário perfeito para as missões insanas e com um ritmo muito acelerado. Quando acaba, você se pega ofegante. Diferente do que aconteceu com Uncharted 3, o ritmo aqui é muito bom. As cenas impactantes se encaixaram perfeitamente no design das fases. Um acerto grande de Modern Warfare 3 foi recriar bons momentos dos demais jogos da franquia, mas sem exatamente copiar sequências inteiras.
Além da campanha, o modo Special Ops e o famigerado Multiplayer completam o pacote. E aqui deixo meu recado para aqueles que leram algumas críticas sobre o tempo de duração da campanha: se Modern Warfare 3 fosse vendido apenas com o modo história, concordo que seria um tanto quanto curto – ainda assim, imperdível. Acontece que com Special Ops e Multiplayer no mesmo jogo, é fácil dizer que Modern Warfare 3 tem mais conteúdo que muitos jogos lançados por aí. Juntos.
O multiplayer segue a mesma fórmula da série com novos mapas e modalidades. Claro que parece que um “DLC de mapas” de Modern Warfare 2 seria a mesma coisa, mas isso é uma injustiça ao bom trabalho realizado pela Sledgehammer e Infinity Ward. O multiplayer é consistente, tem novas opções de armas, modos e nível máximo ampliado. Quem realmente joga essa modalidade (e são milhões de pessoas) sabe o quão importante é ter toda essa atenção. Aos que criticam, fica minha pergunta: o que vocês fariam então? Mudariam a fórmula que criaram simplesmente para não ficar parecida com a que milhões de jogadores amam? Por favor, sejamos sensatos.
Mas se você procura novidades, o modo Special Ops é o lugar certo. Com a adição de uma inédita modalidade Survival – semelhante a Zombies de Black Ops – e sistema de nível exclusivo, esse é um dos grandes destaques de Modern Warfare 3.
As missões são desafiantes e testam sua habilidade e precisão. Seja ao derrubar helicópteros para resgatar reféns ou trocar tiros dentro de um avião, cada missão do Special Ops é única e divertida. Ela ficam ainda melhor quando jogadas em parceria com um amigo local ou online – aliás, outra agradável novidade em Modern Warfare 3 é poder jogar com tela dividida tanto no Special Ops quanto no multiplayer online.
Call of Duty: Modern Warfare 3 é mais do mesmo sim. Só que quando se trata do jogo recordista em venda em todo o mundo na atualidade, seria hipocrisia dizer que isso é ruim. A adição de boas novidades no Special Ops renovam a fórmula e oferecem ótimos desafios para quem passou pela campanha e ainda não quer entrar no online – ou simplesmente quer dar um tempo dele.
O motor gráfico continua impressionando, com visuais lindos e cenários extremamente detalhados. Em algumas cenas, como no metrô de Londres, será difícil reclamar da engine “batida”.
Mas Modern Warfare 3 ainda não é um jogo perfeito. O enredo, apesar de muito bem feito, poderia se desenrolar de forma mais intuitiva e os personagens mais bem explorados. No entanto, são detalhes que não tiram o brilho de um dos melhores jogos de 2011.
Batman: Arkham Asylum está sendo aclamado como o melhor game de super-herói de todos os tempos. Há razão nessa afirmação, mas o jogo é muito mais que isso. O Rocksteady Studios criou para a Eidos e Warner Bros Interactive Entertainment um título que beira a perfeição. A aventura do Batman já começa dentro do manicômio para criminosos insanos de Gotham City, com o Homem-Morcego devolvendo o recém-capturado Coringa à instituição. O Palhaço do Crime, porém, deixou-se capturar, já que tem um plano para destruir a cidade e o vigilante a partir do local. Minutos depois de entrar no Arkham, o vilão escapa, assumindo o controle da ilha e de todos os seus perigosos habitantes. A trama é empolgante, adulta e cheia de reviravoltas e tensão - digna das melhores histórias em quadrinhos do Cavaleiro das Trevas. O responsável tem gabarito: Paul Dini, o produtor de todos os desenhos animados da DC Comics e também das séries de álbuns pintados por Alex Ross. A presença de Dini também garantiu os dubladores dos desenhos. Kevin Conroy e Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) reprisam aqui seus papéis na TV, Batman e Coringa. O excelente Tom Kane também se destaca (como Jim Gordon, Quincy Sharp, Amadeus Arkham e Louie Green), mas os demais também fazem um inspirado trabalho de dublagem. Não basta uma boa história na mídia dos videogames, porém. É necessário saber contá-la (ou revelá-la) sem perder o passo da ação, erro em que a grande maioria dos títulos incorre. Pense em quantas vezes você já quis apertar o botão de "pular" das cenas animadas dos games, por conta das longas e muitas vezes enfadonhas sequências que explicam a trama. Aqui, elas são todas muito breves e bastante integradas à ação. No melhor estilo consagrado por Bioshock, o ambiente ajuda a contar o que está acontecendo, sem a necessidade de interromper o game (o Arkham parece o primo da superfície de Rapture). Ora isso acontece através dos monitores em que o Coringa aparece, ora via rádios sintonizados em programas policiais, ou simplesmente ouvindo as conversas dos antagonistas ou mesmo nas conversas com a personagem Oráculo. Tudo ajuda a montar o quebra-cabeça narrativo. Essas informações todas, no entanto, ficam em um nível superficial e são determinantes para o avanço no game. Escondidas pelos mapas pelo Charada estão 240 fitas, ícones e outros itens que aprofundam a história do manicômio e seus pacientes. Todas muito bem produzidas, pintando um panorama que só auxilia no tom sombrio do game. É digno de nota também o esforço que os designers tiveram no sentido de transmitir a riqueza do universo do Batman para o jogo. O design de personagens, por exemplo, não se restringe aos que efetivamente são enfrentados pelo herói. Espalhados pelos cantos da edificação estão indícios da presença de outros vilões - dos mais populares e antigos aos mais atuais, como Silêncio. Mesmo que no game só enfrentemos meia-dúzia dos inimigos do Cavaleiro das Trevas, isso dá uma sensação de total imprevisibilidade. Quem será que estará escondido na próxima esquina? Os comandos e a jogabilidade são igualmente perfeitos. O sistema de combates e combos é bastante simples (um botão ataca, um salta o outro contra-ataca) e essa facilidade consegue transmitir para o jogador a sensação de estar no comando de um dos mais importantes personagens das histórias em quadrinhos. Não é necessário um sem-fim de comandos para que o habilidoso Batman exiba suas técnicas de luta, apenas ritmo e bom-senso. As demais faces do personagem - o detetive, o cientista, o espião - não são esquecidas e o jogo alterna momentos de pancadaria com infiltração digna de Metal Gear, inovadoras batalhas com chefes de fase (a do Crocodilo e os lisérgicos combates com Espantalho são antológicas) e desafios geográficos, sempre fazendo pequenas mudanças nas regras estabelecidas, para que o jogador tenha surpresas o tempo todo e possa resolver problemas de várias maneiras (as ferramentas do bat-cinto de utilidades são inúmeras e todas passíveis de upgrades). Repetição é um conceito desconhecido em Batman: Arkham Asylum, game que não apenas é o melhor game de super-herói já criado, como também o melhor lançamento de 2009 até aqui e um título memorável, que merece seu espaço na prateleira da história. A Rocksteady criou um monstro - e aguardo ansioso, olhando os céus de Gotham, pelo bat-sinal anunciando a continuação.
O retorno do Homem-Aranha para os jogos de mundo aberto, mesmo que apenas em
partes, chegou em boa hora. Balançar pela ilha de Manhattan é uma experiência
agradável e que vai entreter o jogador com seus belos gráficos e missões
variadas.
Entretanto, não é possível fechar os olhos para problemas como
o fato das missões principais não serem essencialmente ligadas ao mundo aberto
ou a simplicidade dos combates. Até mesmo o número elevado de colecionáveis - e
a difícil maneira de encontrá-los - pode espantar qualquer pessoa que tenha a
vontade de encontrar todos os itens do game.
Mas, no final, a experiência
é muito boa e não deixa a sensação de que estamos jogando um game de um filme –
ou o terceiro título de um mesmo estúdio em três anos. “Amazing Spider-Man” é um
game que agrada não apenas o mais fervoroso fã de quadrinhos, mas também quem
gosta de jogos de mundo aberto com diversas coisas para fazer.
O jogo do estúdio Beenox está intimamente ligado com o filme “O Espetacular
Homem-Aranha”, mostrando personagens, relacionamentos e até mesmo detalhes da
trama que estão no longa-metragem.
A história mostra um vírus transmorfo
desenvolvido pela Oscorp que acaba saindo de controle e se espalha pela cidade.
Bem no epicentro do incidente estava ninguém menos do que Gwen Stacy, a namorada
de Peter Parker, alter ego do herói mascarado, que deve então fazer estranhas
parcerias para salvar o dia.
Pontos Positivos
Mundo aberto
A Beenox fez um bom trabalho em criar a emoção de balançar entre os prédios
da cidade de Nova York. O simples fato de ir de um lugar para outro é capaz de
consumir horas e mais horas. Existe um botão para lançar teias e ganhar impulso
para ir de um prédio a outro, porém o mais divertido mesmo é fazer acrobacias
com o Web Zip, habilidade que permite ao Homem-Aranha disparar uma teia e se
jogar na direção apontada.
A cidade é colorida, viva e bonita, com
possibilidade de visitar pontos turísticos como o Empire State ou o Central Park
. As pessoas se surpreendem quando veem o herói de azul e vermelho dando
acrobacias rasantes nas ruas e até fazem comentários sobre o que acontece em uma
“rede social” que pode ser conferida nas telas de carregamento.
Variedade de missões
As missões principais são bem variadas: algumas seguem o estilo “siga em
frente e derrube todos os vilões”, outras requerem que o Aranha seja mais
cauteloso e siga sem ser detectado se arrastando pelas paredes e tetos e até
algumas que ele deve fugir de locais em um curto espaço de tempo.
Nas
missões furtivas, o herói conta com uma habilidade que lembra “Batman: Arkham
City”, no qual ele envolve o adversário em uma rede de teia e o pendura no teto.
Já as missões de pancadaria não são tão empolgantes e o jogador deve aturar o
modo de combate que é muito simples.
Aliado a isso, a cidade possui uma
infinidade de missões paralelas que vão desde enfrentar bandidos comuns,
participar de perseguições automobilísticas e até fazer trabalhos de fotógrafo.
Isso garante boa sobrevida para o jogo depois de terminar a história
principal.
No geral, os jogadores não ficarão entediados e vão conseguir
se divertir, seja com missões paralelas, seja com atividades da história
principal.
Visual bonito
Para um jogo com mundo aberto e inspirado em um filme, “Amazing Spider-Man”
surpreende pela qualidade dos gráficos. De cima do maior prédio da cidade é
possível ver a ilha inteira sem o manjado recurso de névoa que esconde as coisas
que estão muito longe – e isso é muito legal.
Claro que quem procura
acha, como algumas texturas em baixa resolução, principalmente no nível do chão,
mas isso é até compreensível, tendo em vista que o game foi feito para ser visto
de cima dos prédios gigantescos.
O uniforme do Aranha se rasga conforme
ele apanha e sofre danos. E isso fica evidente em lutas contra os robôs
gigantescos que percorrem nas ruas da ilha.
Pontos Negativos
Mundo fechado
O tal mundo aberto de “Amazing Spider-Man” empolga, mas é também uma farsa.
Ele serve apenas como ligação entre uma missão principal e outra. Existe muita
coisa para ser feita na ilha de Manhattan, mas a grande maioria é de atividades
que não estão relacionadas com a trama principal.
São poucas as ocasiões
nas quais o Aranha sai de uma fábrica ou laboratório para combater o crime nas
ruas. E mesmo assim, isso ocorre apenas em batalhas contra robôs gigantes e
outros momentos-chave. A impressão que ficou foi que a cidade tem uma vida à
parte, alheia de tudo o que acontece nos cantos obscuros da Oscorp.
Combate simplista
A série “Batman: Arkham” elevou o nível dos jogos de super-heróis. Agora
existe uma demanda por um combate mais refinado e variado e foi justamente nisso
o que a Beenox falhou em entregar.
Eles até tentaram copiar o sistema de
batalha, colocando o sentido aranha para avisar o momento para se esquivar de um
golpe, um botão para contra-ataque, outro para soco e até mesmo um ataque
especial. Mas faltou o refinamento, a variedade e a complexidade que estão
presentes no game do Homem-Morcego.
O combate se resume a esmagar o botão
de soco, se esquivar de vez em quando e, quando as coisas estiverem complicadas,
existe um comando para o Aranha fugir e recuperar a energia.
Colecionáveis demais
Em todos os cantos de Manhattan existem páginas de histórias em quadrinhos e
a recompensa por pegar todas vem em forma de revistas clássicas que podem ser
lidas na íntegra no menu principal. Entretanto, os produtores perderam a noção
da quantidade de itens espalhados pelo cenário.
No total são 700 páginas
que estão nos tetos dos arranha-céus, sobrevoando pela cidade ou nos becos. Este
número é exagerado e somente os fãs mais ardorosos vão ter paciência para
encontrar todas – ou os caçadores de conquistas e troféus.