O verdadeiro deus da guerra busca sua vingança com a execução de Zeus enquanto continua sua escalada rumo ao Monte Olimpo. É curioso constatar que Kratos busca nada menos que o assassinato de figuras "imortais" dentro da mitologia grega.
Violência? Kratos, neste game, é muito mais que violência. Banhos de sangue são abundantes neste jogo, ainda mais quando a energia do protagonista está baixa. Nessa hora, o jogador pode executar um espetacular (mas nojento) movimento de finalização. Por mais que a inteligência artificial seja extremamente desafiadora, nada vai deter o personagem.
Com o elevado poder de processamento do PlayStation 3, os desenvolvedores podem aplicar uma série de pequenos detalhes bastante atraentes. Por exemplo: após combates realmente sangrentos, Kratos fica vermelho devido às manchas do fluido e é capaz até de deixar pegadas de sangue no caminho. É claro que o efeito não é tão realista, pois, se fosse assim, Kratos iria ficar totalmente coberto de sangue a todo o momento.
Dentre as novas habilidades, consta Eyes of a God, um poder que leva Kratos a enxergar caminhos que mortais comuns não conseguem ver. Além disso, o protagonista terá a chance de utilizar as asas de Ícaro para voar em um determinado trecho do game, o que lembra muito a parte de God of War 2 na qual há a interação com Pégaso.
Call of Duty: Modern Warfare 3 é um dos jogos mais bem sucedidos de todos os tempos e bateu recordes com incríveis 6,5 milhões de unidades vendidas apenas no primeiro dia. O lançamento no Brasil contou com enormes filas e presença de produtores. Esse é um dos jogos que melhor representa a atual geração, repleta de shooters e polêmicas.
Modern Warfare nasceu na quarta edição de Call of Duty, em 2007, e marcou por ser extremamente cinematográfico com o jogando rolando. Nada de cutscenes para contar história; com um rifle na mão, você mesmo faz isso.
Mas foi o fator multijogador que transformou Modern Warfare em um monstro insuperável. A fórmula simples e muito bem executada pela Infinity Ward recompensava os jogadores a cada progresso com armas, opções de customização e acesso a novos modos de jogo. O modelo deu tão certo que virou padrão nos jogos de tiro nos anos seguintes – e é até hoje.
Após quatro edições, o que Modern Warfare 3 poderia fazer para ser relevante? Momentos marcantes, como a explosão nuclear do primeiro episódio? Quem sabe uma polêmica das grandes como a cena do aeroporto de Modern Warfare 2? Modalidades mais arcades como o viciante modo zombies de Black Ops?
O novo Call of Duty tem tudo isso da forma como você esperava que acontecesse. O modo campanha é de tirar o fôlego, existem momentos que vão ficar por um bom tempo na sua cabeça e as demais modalidades receberam ótimas atualizações. Dizer que Modern Warfare é “apenas” mais do mesmo é dizer que respirar é desnecessário porque se repete. Que bom que Modern Warfare 3 é parecido com os demais; significa que ele continua sendo um dos jogos de tiro mais impressionantes de todos os tempos.
A história continua exatamente de onde Modern Warfare 2 parou, em 2009. Os ultranacionalistas russos estão em guerra com os Estados Unidos e o conflito ganha proporções globais. No meio disso, o capitão Price é um dos únicos soldados a saber da traição de um dos homens do exército americano. Junto com John “Soap” MacTavish, Price tenta capturar e eliminar Vladimir Makarov, principal antagonista dessa versão.
Em boa parte do jogo você vai controlar Yuri, ex-soldado Russo que tem fortes motivos para odiar Makarov tanto quanto Price. Ele é o protagonista dos grandes momentos de Modern Warfare 3. Para não dar spoilers, é melhor parar por aqui.
A campanha está intensa. Do começo ao fim você sente a tensão no ar, mesmo em missões mais “tranquilas”. A sensação que o jogo acaba rápido demais se deve a dois fatos: o jogo realmente não ser muito longo e por ser bom demais.
Modern Warfare 3 é um dos poucos jogos conseguem segurar o clímax durante tanto tempo. A terceira Guerra Mundial é um cenário perfeito para as missões insanas e com um ritmo muito acelerado. Quando acaba, você se pega ofegante. Diferente do que aconteceu com Uncharted 3, o ritmo aqui é muito bom. As cenas impactantes se encaixaram perfeitamente no design das fases. Um acerto grande de Modern Warfare 3 foi recriar bons momentos dos demais jogos da franquia, mas sem exatamente copiar sequências inteiras.
Além da campanha, o modo Special Ops e o famigerado Multiplayer completam o pacote. E aqui deixo meu recado para aqueles que leram algumas críticas sobre o tempo de duração da campanha: se Modern Warfare 3 fosse vendido apenas com o modo história, concordo que seria um tanto quanto curto – ainda assim, imperdível. Acontece que com Special Ops e Multiplayer no mesmo jogo, é fácil dizer que Modern Warfare 3 tem mais conteúdo que muitos jogos lançados por aí. Juntos.
O multiplayer segue a mesma fórmula da série com novos mapas e modalidades. Claro que parece que um “DLC de mapas” de Modern Warfare 2 seria a mesma coisa, mas isso é uma injustiça ao bom trabalho realizado pela Sledgehammer e Infinity Ward. O multiplayer é consistente, tem novas opções de armas, modos e nível máximo ampliado. Quem realmente joga essa modalidade (e são milhões de pessoas) sabe o quão importante é ter toda essa atenção. Aos que criticam, fica minha pergunta: o que vocês fariam então? Mudariam a fórmula que criaram simplesmente para não ficar parecida com a que milhões de jogadores amam? Por favor, sejamos sensatos.
Mas se você procura novidades, o modo Special Ops é o lugar certo. Com a adição de uma inédita modalidade Survival – semelhante a Zombies de Black Ops – e sistema de nível exclusivo, esse é um dos grandes destaques de Modern Warfare 3.
As missões são desafiantes e testam sua habilidade e precisão. Seja ao derrubar helicópteros para resgatar reféns ou trocar tiros dentro de um avião, cada missão do Special Ops é única e divertida. Ela ficam ainda melhor quando jogadas em parceria com um amigo local ou online – aliás, outra agradável novidade em Modern Warfare 3 é poder jogar com tela dividida tanto no Special Ops quanto no multiplayer online.
Call of Duty: Modern Warfare 3 é mais do mesmo sim. Só que quando se trata do jogo recordista em venda em todo o mundo na atualidade, seria hipocrisia dizer que isso é ruim. A adição de boas novidades no Special Ops renovam a fórmula e oferecem ótimos desafios para quem passou pela campanha e ainda não quer entrar no online – ou simplesmente quer dar um tempo dele.
O motor gráfico continua impressionando, com visuais lindos e cenários extremamente detalhados. Em algumas cenas, como no metrô de Londres, será difícil reclamar da engine “batida”.
Mas Modern Warfare 3 ainda não é um jogo perfeito. O enredo, apesar de muito bem feito, poderia se desenrolar de forma mais intuitiva e os personagens mais bem explorados. No entanto, são detalhes que não tiram o brilho de um dos melhores jogos de 2011.
Batman: Arkham Asylum está sendo aclamado como o melhor game de super-herói de todos os tempos. Há razão nessa afirmação, mas o jogo é muito mais que isso. O Rocksteady Studios criou para a Eidos e Warner Bros Interactive Entertainment um título que beira a perfeição. A aventura do Batman já começa dentro do manicômio para criminosos insanos de Gotham City, com o Homem-Morcego devolvendo o recém-capturado Coringa à instituição. O Palhaço do Crime, porém, deixou-se capturar, já que tem um plano para destruir a cidade e o vigilante a partir do local. Minutos depois de entrar no Arkham, o vilão escapa, assumindo o controle da ilha e de todos os seus perigosos habitantes. A trama é empolgante, adulta e cheia de reviravoltas e tensão - digna das melhores histórias em quadrinhos do Cavaleiro das Trevas. O responsável tem gabarito: Paul Dini, o produtor de todos os desenhos animados da DC Comics e também das séries de álbuns pintados por Alex Ross. A presença de Dini também garantiu os dubladores dos desenhos. Kevin Conroy e Mark Hamill (o eterno Luke Skywalker) reprisam aqui seus papéis na TV, Batman e Coringa. O excelente Tom Kane também se destaca (como Jim Gordon, Quincy Sharp, Amadeus Arkham e Louie Green), mas os demais também fazem um inspirado trabalho de dublagem. Não basta uma boa história na mídia dos videogames, porém. É necessário saber contá-la (ou revelá-la) sem perder o passo da ação, erro em que a grande maioria dos títulos incorre. Pense em quantas vezes você já quis apertar o botão de "pular" das cenas animadas dos games, por conta das longas e muitas vezes enfadonhas sequências que explicam a trama. Aqui, elas são todas muito breves e bastante integradas à ação. No melhor estilo consagrado por Bioshock, o ambiente ajuda a contar o que está acontecendo, sem a necessidade de interromper o game (o Arkham parece o primo da superfície de Rapture). Ora isso acontece através dos monitores em que o Coringa aparece, ora via rádios sintonizados em programas policiais, ou simplesmente ouvindo as conversas dos antagonistas ou mesmo nas conversas com a personagem Oráculo. Tudo ajuda a montar o quebra-cabeça narrativo. Essas informações todas, no entanto, ficam em um nível superficial e são determinantes para o avanço no game. Escondidas pelos mapas pelo Charada estão 240 fitas, ícones e outros itens que aprofundam a história do manicômio e seus pacientes. Todas muito bem produzidas, pintando um panorama que só auxilia no tom sombrio do game. É digno de nota também o esforço que os designers tiveram no sentido de transmitir a riqueza do universo do Batman para o jogo. O design de personagens, por exemplo, não se restringe aos que efetivamente são enfrentados pelo herói. Espalhados pelos cantos da edificação estão indícios da presença de outros vilões - dos mais populares e antigos aos mais atuais, como Silêncio. Mesmo que no game só enfrentemos meia-dúzia dos inimigos do Cavaleiro das Trevas, isso dá uma sensação de total imprevisibilidade. Quem será que estará escondido na próxima esquina? Os comandos e a jogabilidade são igualmente perfeitos. O sistema de combates e combos é bastante simples (um botão ataca, um salta o outro contra-ataca) e essa facilidade consegue transmitir para o jogador a sensação de estar no comando de um dos mais importantes personagens das histórias em quadrinhos. Não é necessário um sem-fim de comandos para que o habilidoso Batman exiba suas técnicas de luta, apenas ritmo e bom-senso. As demais faces do personagem - o detetive, o cientista, o espião - não são esquecidas e o jogo alterna momentos de pancadaria com infiltração digna de Metal Gear, inovadoras batalhas com chefes de fase (a do Crocodilo e os lisérgicos combates com Espantalho são antológicas) e desafios geográficos, sempre fazendo pequenas mudanças nas regras estabelecidas, para que o jogador tenha surpresas o tempo todo e possa resolver problemas de várias maneiras (as ferramentas do bat-cinto de utilidades são inúmeras e todas passíveis de upgrades). Repetição é um conceito desconhecido em Batman: Arkham Asylum, game que não apenas é o melhor game de super-herói já criado, como também o melhor lançamento de 2009 até aqui e um título memorável, que merece seu espaço na prateleira da história. A Rocksteady criou um monstro - e aguardo ansioso, olhando os céus de Gotham, pelo bat-sinal anunciando a continuação.
O retorno do Homem-Aranha para os jogos de mundo aberto, mesmo que apenas em
partes, chegou em boa hora. Balançar pela ilha de Manhattan é uma experiência
agradável e que vai entreter o jogador com seus belos gráficos e missões
variadas.
Entretanto, não é possível fechar os olhos para problemas como
o fato das missões principais não serem essencialmente ligadas ao mundo aberto
ou a simplicidade dos combates. Até mesmo o número elevado de colecionáveis - e
a difícil maneira de encontrá-los - pode espantar qualquer pessoa que tenha a
vontade de encontrar todos os itens do game.
Mas, no final, a experiência
é muito boa e não deixa a sensação de que estamos jogando um game de um filme –
ou o terceiro título de um mesmo estúdio em três anos. “Amazing Spider-Man” é um
game que agrada não apenas o mais fervoroso fã de quadrinhos, mas também quem
gosta de jogos de mundo aberto com diversas coisas para fazer.
O jogo do estúdio Beenox está intimamente ligado com o filme “O Espetacular
Homem-Aranha”, mostrando personagens, relacionamentos e até mesmo detalhes da
trama que estão no longa-metragem.
A história mostra um vírus transmorfo
desenvolvido pela Oscorp que acaba saindo de controle e se espalha pela cidade.
Bem no epicentro do incidente estava ninguém menos do que Gwen Stacy, a namorada
de Peter Parker, alter ego do herói mascarado, que deve então fazer estranhas
parcerias para salvar o dia.
Pontos Positivos
Mundo aberto
A Beenox fez um bom trabalho em criar a emoção de balançar entre os prédios
da cidade de Nova York. O simples fato de ir de um lugar para outro é capaz de
consumir horas e mais horas. Existe um botão para lançar teias e ganhar impulso
para ir de um prédio a outro, porém o mais divertido mesmo é fazer acrobacias
com o Web Zip, habilidade que permite ao Homem-Aranha disparar uma teia e se
jogar na direção apontada.
A cidade é colorida, viva e bonita, com
possibilidade de visitar pontos turísticos como o Empire State ou o Central Park
. As pessoas se surpreendem quando veem o herói de azul e vermelho dando
acrobacias rasantes nas ruas e até fazem comentários sobre o que acontece em uma
“rede social” que pode ser conferida nas telas de carregamento.
Variedade de missões
As missões principais são bem variadas: algumas seguem o estilo “siga em
frente e derrube todos os vilões”, outras requerem que o Aranha seja mais
cauteloso e siga sem ser detectado se arrastando pelas paredes e tetos e até
algumas que ele deve fugir de locais em um curto espaço de tempo.
Nas
missões furtivas, o herói conta com uma habilidade que lembra “Batman: Arkham
City”, no qual ele envolve o adversário em uma rede de teia e o pendura no teto.
Já as missões de pancadaria não são tão empolgantes e o jogador deve aturar o
modo de combate que é muito simples.
Aliado a isso, a cidade possui uma
infinidade de missões paralelas que vão desde enfrentar bandidos comuns,
participar de perseguições automobilísticas e até fazer trabalhos de fotógrafo.
Isso garante boa sobrevida para o jogo depois de terminar a história
principal.
No geral, os jogadores não ficarão entediados e vão conseguir
se divertir, seja com missões paralelas, seja com atividades da história
principal.
Visual bonito
Para um jogo com mundo aberto e inspirado em um filme, “Amazing Spider-Man”
surpreende pela qualidade dos gráficos. De cima do maior prédio da cidade é
possível ver a ilha inteira sem o manjado recurso de névoa que esconde as coisas
que estão muito longe – e isso é muito legal.
Claro que quem procura
acha, como algumas texturas em baixa resolução, principalmente no nível do chão,
mas isso é até compreensível, tendo em vista que o game foi feito para ser visto
de cima dos prédios gigantescos.
O uniforme do Aranha se rasga conforme
ele apanha e sofre danos. E isso fica evidente em lutas contra os robôs
gigantescos que percorrem nas ruas da ilha.
Pontos Negativos
Mundo fechado
O tal mundo aberto de “Amazing Spider-Man” empolga, mas é também uma farsa.
Ele serve apenas como ligação entre uma missão principal e outra. Existe muita
coisa para ser feita na ilha de Manhattan, mas a grande maioria é de atividades
que não estão relacionadas com a trama principal.
São poucas as ocasiões
nas quais o Aranha sai de uma fábrica ou laboratório para combater o crime nas
ruas. E mesmo assim, isso ocorre apenas em batalhas contra robôs gigantes e
outros momentos-chave. A impressão que ficou foi que a cidade tem uma vida à
parte, alheia de tudo o que acontece nos cantos obscuros da Oscorp.
Combate simplista
A série “Batman: Arkham” elevou o nível dos jogos de super-heróis. Agora
existe uma demanda por um combate mais refinado e variado e foi justamente nisso
o que a Beenox falhou em entregar.
Eles até tentaram copiar o sistema de
batalha, colocando o sentido aranha para avisar o momento para se esquivar de um
golpe, um botão para contra-ataque, outro para soco e até mesmo um ataque
especial. Mas faltou o refinamento, a variedade e a complexidade que estão
presentes no game do Homem-Morcego.
O combate se resume a esmagar o botão
de soco, se esquivar de vez em quando e, quando as coisas estiverem complicadas,
existe um comando para o Aranha fugir e recuperar a energia.
Colecionáveis demais
Em todos os cantos de Manhattan existem páginas de histórias em quadrinhos e
a recompensa por pegar todas vem em forma de revistas clássicas que podem ser
lidas na íntegra no menu principal. Entretanto, os produtores perderam a noção
da quantidade de itens espalhados pelo cenário.
No total são 700 páginas
que estão nos tetos dos arranha-céus, sobrevoando pela cidade ou nos becos. Este
número é exagerado e somente os fãs mais ardorosos vão ter paciência para
encontrar todas – ou os caçadores de conquistas e troféus.